Caso Daniella Rooth: Local alterado impede perícia de apontar causa de acidente que matou nutricionista

  • 22/10/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra acidente que matou nutricionista de 25 anos em SP; motorista foi preso O laudo da Polícia Técnico-Científica sobre o acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo, não conseguiu determinar a velocidade do veículo nem as causas da colisão contra um poste. Segundo os peritos, o local do acidente já havia sido parcialmente alterado antes da realização dos exames. O acidente ocorreu no bairro Pitangueiras, no dia 19 de julho. Oito amigos estavam no veículo e voltavam de uma festa em Santos (SP), mas apenas quatro compareceram à delegacia no dia do acidente. O carro era conduzido pelo empresário Murilo Abite, que se tornou réu por homicídio culposo e lesão corporal culposa. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. O laudo pericial conclui que foi possível estabelecer apenas a fase final do acidente, constando que o veículo invadiu a calçada e colidiu contra um poste de concreto. A causa do desvio da trajetória, porém, não pôde ser apontada tecnicamente. Os peritos destacaram que o carro já havia sido removido à delegacia, bem como os destroços do poste haviam sido varridos do local, motivo pelo qual sua posição não pôde ser usada para a reconstrução precisa da dinâmica. Motorista envolvido no acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, foi solto em audiência de custódia Arquivo pessoal e reprodução Ainda segundo o exame, não foram encontradas marcas de frenagem atribuíveis com segurança ao acidente. Os peritos destacaram que o trecho era uma via pavimentada, em trecho predominantemente retilíneo e plano. O laudo também não identificou outros elementos materiais suficientes para a determinação da velocidade, do ângulo exato de aproximação, da trajetória imediatamente anterior ao impacto ou de eventual manobra evasiva. Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o veículo em que ela estava bater em um poste em Guarujá (SP) Google Maps Voltavam de festa O g1 apurou que os jovens haviam participado de uma festa no Centro de Santos (SP), na noite de sábado (18), e voltavam para Guarujá na manhã de domingo (19). Murilo contou ter bebido aproximadamente duas cervejas no evento e esperado várias horas para voltar ao Guarujá (SP), consumindo água durante o período. Ele afirmou que era amigo de Daniella, que pediu carona para voltar para casa. Segundo o relato dele, ao chegar às proximidades da casa dela, ele perdeu o controle do carro ao passar em um buraco na Avenida Leomil. Conforme o relatório médico do hospital para onde a jovem foi encaminhada, a morte dela foi atribuída a um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave e choque hemorrágico. Nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o carro em que ela estava bater em um poste em Guarujá Redes sociais e Reprodução Liberdade Murilo foi preso em flagrante após se recusar a fazer o bafômetro e ter a embriaguez atestada por um exame feito no Instituto Médico Legal (IML). Durante a audiência de custódia, ele foi liberado após pagar fiança de R$ 8,1 mil. Ele deverá cumprir as seguintes medidas cautelares: Comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades; Proibição de ausentar-se da comarca ou mudar de domicílio sem prévia autorização; Suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor. Denunciado Murilo Abite, de 26 anos, motorista que se tornou réu por homicídio culposo e lesão corporal culposa após o acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, teve a liberdade provisória concedida Arquivo Pessoal, Reprodução e Redes Sociais O Ministério Público (MP) denunciou Murilo pela morte de Daniella e por ferimentos causados a uma outra passageira. O órgão também pediu que ele indenize os herdeiros da nutricionista em R$ 100 mil. Para a promotoria, o acidente ocorreu em razão da influência de álcool e do "comprometimento da capacidade psicomotora" de Murilo, que agiu de forma imprudente e negligente ao dirigir o veículo embriagado. Além disso, o MP sustentou que ele permitiu que os passageiros do banco traseiro trafegassem sem os cintos de segurança. A promotoria pediu a condenação dele por lesão corporal e homicídio culposo. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/10/22/caso-daniella-rooth-local-alterado-impede-pericia-de-apontar-causa-de-acidente-que-matou-nutricionista.ghtml


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