Crimes contra a flora lideram as 661 ocorrências ambientais na Baixada Santista em 2026
18/07/2026
(Foto: Reprodução) Ocupação ilegal em Guarujá (SP)
PM Ambiental
A Baixada Santista registrou 661 boletins de ocorrência por crimes ambientais no primeiro semestre de 2026, o que representa uma média de 110 autuações por mês. O principal alvo das ações criminosas na região é a flora. Esses crimes ocorrem quando há supressão da vegetação (desmatamento) ou quando a mata é impedida de se regenerar naturalmente.
A Polícia Militar Ambiental não especificou o número exato de infrações contra a flora nestes primeiros seis meses do ano, mas informou que a categoria lidera os registros. O mesmo cenário foi observado em 2024 e em 2025, quando a devastação da vegetação representou 45% de todos os casos.
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O volume geral de crimes na região apresenta uma leve queda em relação ao ano passado, mas segue superior ao contabilizado há dois anos. Veja a evolução das ocorrências no primeiro semestre:
2024: 630 registros
2025: 689 registros
2026: 661 registros
Segundo a corporação, o número de autuações reflete a presença da polícia e o aprimoramento da fiscalização.
PM ambiental analisa dados
A destruição da flora é impulsionada pela expansão urbana desordenada e pela ocupação ilegal de áreas ambientalmente protegidas, principalmente morros e manguezais.
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Além disso, outros dois fatores explicam a alta de crimes ambientais na Baixada Santista.
O primeiro é a criação ilegal de fauna: pessoas que mantêm pássaros silvestres, como papagaios, em cativeiro sem autorização.
O segundo é a pesca irregular, flagrada quando o pescador desrespeita o período de defeso, atua sem licença ou joga redes em locais proibidos.
O g1 solicitou às autoridades as informações separadas por municípios, mas, até a última atualização desta reportagem, os dados não haviam sido encaminhados.
Ações contra irregularidades
Para combater as irregularidades, as equipes mantêm fiscalização permanente em terra e no mar, além de realizarem operações preventivas com as prefeituras.
A corporação também utiliza monitoramento por satélite para identificar novas áreas de degradação e faz o acompanhamento informatizado de criadores de aves.
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