Empresário é preso após se passar por médico e realizar exames de ultrassom no litoral de SP
08/01/2026
(Foto: Reprodução) Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia
Redes sociais e Reprodução
O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, 28, foi preso na quarta-feira (7) em Cananéia (SP) após se passar por médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro. Segundo o boletim de ocorrência, ele usava o CRM de um médico sócio em clínica de São Paulo e realizava exames de ultrassom com equipamentos próprios — os procedimentos serão remarcados (veja mais abaixo).
A fraude foi descoberta por um paciente, que denunciou o caso ao diretor de Saúde do município. A Polícia Civil foi acionada e constatou que Wellington não apresentou documentação que comprovasse ser médico, embora tenha alegado atuar na área aos agentes.
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Com o suspeito, a polícia encontrou carimbo de outro médico, blocos de receituários de diferentes clínicas e um cadastro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) de outro profissional. Em nota, a prefeitura informou que ele atuou na UBS apenas por um dia.
O suspeito alegou, de forma informal, que receberia R$ 2 mil pelos serviços prestados. Ele foi autuado por exercício ilegal da medicina, crime que prevê pena de até dois anos de prisão.
Ao g1, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que defende Wellignton no caso, afirmou que vai recorrer da decisão que manteve a prisão do cliente e provará a inocência dele no decorrer do processo.
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Em nota, Cremesp informou que, até o momento, não foi notificado oficialmente sobre o caso. "Denúncias podem ser encaminhadas por e-mail para ssi@cremesp.org.br ou entregues pessoalmente ou via correio para a sede ou delegacias regionais do Cremesp".
O que disse a prefeitura?
A prefeitura informou que o verdadeiro médico foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com apresentação de toda a documentação exigida, incluindo CRM válido.
“Contudo, quem compareceu à unidade para prestar o serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional, utilizando documentos falsos apresentados a servidores municipais e à autoridade policial”, disse a administração.
A prefeitura informou que identificou a fraude e garantiu que todas as providências já foram adotadas. Destacou que, embora a ultrassonografia seja um exame não invasivo e de baixo risco, sua realização sem habilitação legal representa uma grave violação ética e jurídica.
A administração municipal acrescentou que todos os pacientes atendidos na terça-feira (6) estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro.
“A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança”
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