Falta de água no litoral de SP é causada por estiagem e Réveillon lotado, diz assessor da Sabesp
05/01/2026
(Foto: Reprodução) João Paulo Tavares Papa comenta falta d’água na Baixada Santista
A Sabesp atribui a falta de água registrada no litoral de São Paulo entre o fim de 2025 e o início de 2026 a uma combinação de fatores: a estiagem considerada a mais severa dos últimos dez anos, a superlotação de turistas no Réveillon e os temporais que afetaram estações de tratamento e abastecimento. As informações foram dadas pelo assessor de relações governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa, em entrevista à TV Tribuna.
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Segundo Papa, a região é abastecida principalmente por mananciais de serra, devido à condição geográfica do litoral de São Paulo, que não conta com represas. Entre os sistemas mais afetados, ele citou a Estação Jurubatuba, responsável pelo abastecimento de Guarujá.
De acordo com o assessor, a produção nessa estação caiu pela metade. “Nós produzimos mais ou menos 2 mil litros por segundo e chegamos a 1.000 litros por segundo”, afirmou.
Além dos mananciais em níveis críticos, Papa destacou ainda o aumento da população durante o Réveillon. Segundo ele, quase 1 milhão de veículos desceram a serra, elevando o consumo de água em mais de 60% em alguns municípios.
João Paulo Tavares Papa, representante da Sabesp, em entrevista à TV Tribuna
TV Tribuna
Ele acrescentou que os temporais registrados nos últimos dias comprometeram a qualidade da água dos rios, levando sujeira e detritos para os pontos de captação e obrigando a paralisação temporária das estações de tratamento.
A Sabesp informou que as chuvas deste domingo (4) afetaram a operação da ETA Mambu-Branco, responsável pelo abastecimento de Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e da área continental de São Vicente.
“As equipes técnicas da Sabesp seguem em campo realizando as ações necessárias para a retomada total dos serviços, como a remoção de árvores e troncos que estão obstruindo parte da infraestrutura de captação de água do manancial”, pontuou
Imagens da captação de água no rio Mambú, da estação de tratamento de água (ETA) Mambú/Branco
Divulgação/Sabesp
A empresa afirmou que mantém monitoramento contínuo das unidades operacionais e atua de forma integrada para mitigar os impactos à população. Também reforça o abastecimento com caminhões-pipa nas regiões mais afetadas.
Por fim, a Sabesp pediu a colaboração dos usuários para o uso consciente da água, evitando desperdícios como lavar carros e calçadas ou encher piscinas, e priorizando apenas atividades essenciais.
Imagens da captação de água no rio Mambú, da estação de tratamento de água (ETA) Mambú/Branco
Divulgação/Sabesp
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