Famílias deixam abrigos e começam a voltar para casas após chuvas em Mongaguá
06/01/2026
(Foto: Reprodução) Defesa Civil distribuiu kits de ajuda humanitária em Mongaguá
As famílias acolhidas em um abrigo emergencial após as fortes chuvas em Mongaguá, no litoral de São Paulo, começaram a retornar para as casas. Segundo a prefeitura, os imóveis foram vistoriados porque o tempo melhorou e não houve novos registros de ocorrências ou pontos de alagamento.
De acordo com a Prefeitura de Mongaguá, choveu 94,17 mm em 72 horas e cerca de 211 famílias tiveram as residências afetadas, resultando em 94 pessoas desabrigadas e 230 desalojadas. Além disso, cerca de 120 famílias também foram atingidas, mas optaram por permanecer em seus imóveis.
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As pessoas desabrigadas foram encaminhadas ao abrigo emergencial montado no Ginásio Arturzão. No entanto, a maior parte já retornou para as residências após após a melhora das condições, mediante vistoria e liberação da Defesa Civil.
Abrigo emergencial foi montado no Ginásio Arturzão, em Mongaguá (SP)
Diego Bertozzi/TV Tribuna
De acordo com a administração municipal, permanecem no abrigo 35 moradores: 18 adultos e 17 crianças. A Defesa Civil segue monitorando as condições meteorológicas e realizando vistorias técnicas nos imóveis para que as famílias possam retornar em segurança.
Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o abrigo pode ser desmontado entre sexta-feira (9) e sábado (10), caso se confirme a previsão de que não choverá nos próximos dias.
17 crianças seguem no abrigo emergencial montado em Mongaguá (SP)
Diego Bertozzi/TV Tribuna
Ainda segundo a prefeitura, Mongaguá segue em nível de Atenção, conforme os critérios do Plano Municipal de Contingência e Preventivo de Proteção e Defesa Civil (Plamcon). Não há registro de feridos ou desaparecidos e nenhuma casa teve a estrutura abalada.
Alagamento
De acordo com o diretor de análise de risco da Defesa Civil do Estado, Tiago Luiz Lourençon, o volume de chuva foi menor do que outras situações, mas a situação de Mongaguá foi crítica por uma junção de fatores, como a elevação do nível do mar.
35 moradores seguem abrigados no Ginásio Artuzão, em Mongaguá (SP)
Diego Bertozzi/TV Tribuna
"Essa elevação do nível do mar acaba proporcionando uma barreira que impede a fluidez da água tanto da chuva no município, quanto a chuva que caiu na encosta na Serra do Mar e vem desaguar no município. Há dificuldade de escoar até o mar por conta da elevação do nível da maré. Esse conjunto, essa união desses fatores, acabou gerando alagamento nas áreas", afirmou Lourençon.
Ajuda humanitária e doações
Mongaguá recebeu ajuda humanitária da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil nesta segunda-feira (5). Entre os itens recebidos: produtos de limpeza e de higiene, cestas básicas, kits dormitório (colchão e cobertor), fardos de água mineral, caixas de calçados, de roupas e de brinquedos.
Os moradores de Mongaguá podem ajudar com doações de itens de higiene pessoal, limpeza e mantimentos. A arrecadação ocorre no Fundo Social, localizado na Rua Rui Barbosa, 150, no Centro.
Defesa Civil do Estado de São Paulo vai enviar itens como colchões para Mongaguá
Divulgação/Governo de SP
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