Homem que fingia ser líder religioso para estuprar mulheres em rituais é preso no litoral de SP
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de estupro se passava por líder espiritual para atrair vítimas
Edson da Cruz, de 46 anos, foragido da Justiça por suspeita de estupro, foi preso na segunda-feira (9) em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ele atraía mulheres se passando por líder espiritual. Até agora, quatro vítimas foram identificadas.
O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça de Santos e cumprido em ação conjunta da Delegacia Sede e da Delegacia da Mulher (DDM). A ordem judicial é resultado de uma investigação sobre crimes sexuais.
✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
O suspeito foi localizado e detido na Rua Manoel Penelas, no bairro Vila Santa Rosa. Ele foi levado à Delegacia do Guarujá, onde o caso foi registrado como captura de procurado. Em seguida, foi encaminhado à cadeia pública, onde permanece à disposição da Justiça.
De acordo com as investigações, Edson se apresentava como líder religioso de matriz africana para conquistar a confiança das vítimas. Ele abordava mulheres com problemas de saúde ou psicológicos, prometendo curá-las por meio de “limpezas espirituais”.
Edson se passava por líder religioso e foi preso suspeito de estuprar mulheres
Divulgação/Policia Cívil
Durante os encontros, segundo a polícia, ele oferecia bebidas preparadas com ervas, alegando serem parte de um ritual de purificação. Após o consumo, as vítimas ficavam entorpecidas, já que o líquido tinha efeito alucinógeno.
Com as vítimas em condição de vulnerabilidade, Edson afirmava que a etapa final do ritual exigia relações sexuais. Nesse momento, segundo a Polícia Civil, teriam ocorrido os estupros. Edson já possuia registros por violência doméstica e ameaças contra uma ex-companheira.
Sobre as vítimas
Quatro vítimas já foram identificadas: duas em Guarujá e duas em Osasco, na Grande São Paulo. As investigações apontam que o suspeito atuava em mais de uma cidade e teria coagido as mulheres a não denunciar.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos