'Malévola', chefe de organização criminosa, é presa no litoral de SP
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Ligia Sanches foi presa suspeita de integrar facção criminosa em Itanhaém
Divulgação/Polícia Civil
Ligia Sanches Moro, conhecida como ‘Malévola’ e ‘Loira’, foi presa suspeita de liderar uma organização criminosa em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ela é apontada pela Polícia Civil como “sintonia geral”, ou seja, tinha um alto cargo de gerência e coordenação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A mulher, de 44 anos, foi presa em uma casa no bairro Guapurá, área identificada como um dos pontos de influência operacional dela.
A prisão aconteceu durante uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, que cumpria mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (12). A foto da indiciada foi divulgada pela polícia com o rosto dela borrado.
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Segundo a corporação, a investigação realizada ao longo das últimas semanas reuniu elementos para solicitar os mandados, como mapeamento de conversas estratégicas, análises técnicas de terminais telefônicos e diligências de campo. A Justiça autorizou as medidas cautelares, expedindo os mandados de busca e apreensão.
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Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, máquinas de cartão, registros manuscritos com divisão de tarefas e diversos apontamentos sobre a articulação interna da organização criminosa.
As análises preliminares indicaram que a investigada exercia papel de coordenação e comunicação, atuando como elo ativo entre integrantes de Itanhaém, outras cidades do litoral e contatos de regiões mais distantes, reforçando a amplitude territorial da atuação dela.
Os cadernos manuscritos chamaram atenção da polícia pela riqueza de detalhes, como listas de contatos operacionais, registros de repasses internos e movimentações que sustentavam setores distintos do crime.
Polícia Civil apreendeu itens durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em Itanhaém
Divulgação/Polícia Civil
Além disso, as conversas extraídas dos aparelhos confirmaram o papel de Malévola como articuladora interna, responsável por organizar demandas e circular informações essenciais ao funcionamento da estrutura criminosa, incluindo o tráfico de drogas.
A mulher foi presa em flagrante e encaminhada ao sistema prisional. Todo o material apreendido seguirá para análise pelo Instituto de Criminalística.
Defesa
Em nota, a advogada Mikaela Nakatsu, que representa a mulher, disse que, a investigação versa sobre tráfico de entorpecentes. Contudo, nenhuma droga foi encontrada na residência da investigada.
“Ainda assim, procedeu-se à prisão sob o argumento construído a partir da análise preliminar de um aparelho celular, sem que houvesse situação objetiva de flagrância naquele momento”
Segundo a advogada, houve uma tentativa de sustentar uma prisão com base em interpretações subjetivas de diálogos e em fatos pretéritos, o que não se confunde com estado de flagrante delito. De acordo com ela, a autoridade policial possuía mandado de busca e apreensão e não mandado de prisão.
“A prisão em flagrante exige situação inequívoca e atual de cometimento de crime, o que não se verificou no presente caso”.
A defesa disse ainda que confia que o poder judiciário analisará os fatos com serenidade e rigor técnico, restabelecendo a ordem jurídica e assegurando que nenhuma medida constritiva seja mantida sem o devido respaldo legal.
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