Menina relata estupro do avô médico e diz que pai pediu para não contar à mãe
18/03/2026
(Foto: Reprodução) Policiais da DDM de São Vicente (SP) prenderam médico por estupro de vulnerável
Reprodução/Cremesp e LinkedIn
Um médico, de 76 anos, foi preso por ser suspeito de estuprar a própria neta, de quatro anos, em São Paulo. De acordo com o relato da mãe da vítima à Polícia Civil, a filha contou que o pai repreendeu o idoso ao descobrir o crime, mas pediu para que ela não contasse o ocorrido para ninguém.
A identidade do acusado foi editada para que a criança não seja identificada. Os advogados que representam o médico, afirmaram que o cliente repudia as acusações (veja o posicionamento completo abaixo).
O g1 teve acesso à decisão da Justiça de Santos que determinou a prisão preventiva do médico. Conforme o documento, os pais da criança são separados e dividem a guarda dela. A menina mora com a mãe em São Vicente, e passa um fim de semana na casa do pai, na capital paulista, a cada 15 dias.
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Em depoimento à Polícia Civil, a mãe afirmou que a criança retornou triste e retraída da casa do pai, no dia 22 de fevereiro. Diante do comportamento incomum, a mulher questionou a filha do que teria acontecido, e a menina contou detalhes do abuso cometido pelo avô paterno.
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Ainda segundo o relato, a menina disse que o pai pediu para que ela não contasse o ocorrido para ninguém, principalmente à mãe. O homem teria justificado que não seria necessário falar com a genitora, pois não permitiria que o avô dela repetisse o comportamento.
A criança não explicou como o pai descobriu o crime, mas afirmou que ele teria repreendido o idoso, dizendo que "não poderia fazer aquilo". A menina destacou que estava com medo de que o avô "pudesse voltar a lhe fazer mal".
O g1 questionou a Polícia Civil se o pai será responsabilizado de alguma forma, mas não obteve retorno até a última atualização.
Defesa
Por meio de nota, os advogados Daniel Leon Bialski, Bruno Garcia Borragine e André Mendonça Bialski, que representam o médico, afirmaram que o cliente repudia as acusações. Veja o posicionamento completo abaixo:
"[O médico preso] através de seus advogados, repudia veementemente as levianas acusações formuladas em seu desfavor, amparadas apenas e tão somente em flagrante alienação parental e fruto de denunciação caluniosa que não ficará sem apuração.
Reporte-se que o exame pericial realizado rechaça qualquer tipo de abuso e a falaciosa imputação se confronta com a ótima relação recíproca entre avô e neta, sempre na forma do mais absoluto respeito, afeto e carinho.
Essa temerária imputação, bem como essa arbitrária prisão, decretada por juiz incompetente, já está sendo alvo de contestação perante o Poder Judiciário, com provas robustas em as elidir e evidenciar a ilegalidade da custódia decretada, confiando na sua reversão e no futuro arquivamento do expediente instaurado".
Pedido
Caso foi investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher em São Vicente
Anna Gabriela Ribeiro/g1
A autoridade policial solicitou a prisão preventiva do homem devido ao contexto em que o crime foi praticado e a "tentativa do genitor de silenciar a vítima". O Ministério Público ofereceu parecer favorável ao pedido.
O juiz Frederico dos Santos Messias decretou a prisão preventiva do médico no dia 7 de março, com a justificativa de que há provas suficientes da autoria e do crime.
Prisão
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente cumpriu a ordem judicial na sexta-feira (13). O médico foi localizado em um apartamento, no bairro Jardim Paulista, em São Paulo, e conduzido ao 78° Distrito Policial da capital.
De acordo com o sistema da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o idoso se encontra à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória (CDP) Pinheiros 1.
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