Presa por esfaquear esposa do ex já foi acusada de perseguição e há 15 registros policiais contra ela
08/04/2026
(Foto: Reprodução) Delegacia Sede de São Vicente
Reprodução/TV Tribuna
Mariana dos Santos Muniz, a mulher de 20 anos suspeita de tentar matar a esposa do ex-namorado, de 28, foi acusada de perseguir e ameaçar o ex-companheiro em São Vicente, no litoral de São Paulo. O homem de 37 anos disse ter registrado 15 boletins de ocorrência contra ela desde 2024, pelos crimes de ameaça e perseguição.
A mulher foi presa na madrugada do último domingo (5), no bairro Vila São Jorge. A vítima foi socorrida ao Hospital do Vicentino com ferimentos na coxa e na cabeça.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher escapou da tentativa de homicídio porque conseguiu empurrar a agressora com os pés. A lâmina da faca utilizada no crime também se quebrou durante os golpes.
“Perseguição implacável"
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Conforme o depoimento do ex-namorado da suspeita à Polícia Civil, eles se conheceram em 2024 em uma academia. O casal namorou por cerca de oito meses, quando Mariana passou a apresentar “comportamentos estranhos e possessivos”.
O homem decidiu se separar e, em dezembro de 2024, registrou um boletim de ameaça contra ela. Na ocasião, ele disse que a ex-namorada pulou o portão do seu prédio e o esperou na frente de casa.
O g1 apurou que os boletins de ocorrência foram levados em consideração pela juíza Maísa Leite, da Vara Regional das Garantias de Santos, que decretou a prisão preventiva da mulher.
A magistrada pontuou que os autos revelam que o caso não é um evento isolado, mas o ápice de uma longa, documentada e ininterrupta escalada de violência, invasões e perseguições. “Desde o término do relacionamento, que durou cerca de oito meses no ano de 2024, a indiciada iniciou uma perseguição implacável”, disse a juíza.
Maísa também destacou que, nos registros anexados no processo, a mulher foi acusada de arrombar uma porta de alumínio, enviar fotos se automutilando para forçar contato com o homem e destruir pertences pessoais dele.
No depoimento à Polícia Civil, ele disse que pretende se mudar após o último episódio, pois teme pela sua segurança e da companheira.
Defesa
Ao g1, o advogado Angelo Santos, responsável pela defesa de Mariana, afirmou que a cliente é ré primária e detém bons antecedentes, não constando anotações em sua ficha criminal.
“Tais acusações de perseguição, ameaça e dano ainda não foram formalmente comunicadas à Mariana ou à sua defesa, mas serão devidamente esclarecidas em juízo”, destacou o advogado.
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