Relatório aponta erro na intubação de menino que morreu após bolada e passar mal em escola

  • 04/08/2026
(Foto: Reprodução)
Menino de 11 anos morre após bolada na cabeça em escola no litoral de SP Um relatório médico aponta que houve erro na intubação do menino Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos, que morreu após levar uma bolada na cabeça e passar mal em uma escola de Bertioga (SP). O documento obtido pelo g1 atesta que o tubo foi introduzido no esôfago da criança, em vez da traqueia, durante o atendimento na Unidade de Especialidades Médicas (Unibem). Com base no registro, a família denuncia a falha médica e também questiona a prefeitura sobre a remoção do estudante. O menino foi levado ao posto de saúde por funcionários da escola em um carro particular, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A Prefeitura de Bertioga informou que o menino foi encaminhado à Unibem devido à gravidade da situação e por ser o serviço de saúde mais próximo, mas não respondeu sobre a conduta médica. Segundo a família, Bernardo era saudável, sem histórico de problemas de saúde ou alergia a medicações. Testemunhas relataram aos parentes que, após ser atingido na atividade física, o menino voltou para a sala e passou mal. O intervalo de tempo entre a bolada e o mal-estar não foi informado. Bolada na cabeça: morte acende alerta para traumas cerebrais graves O que diz o relatório médico? Um relatório médico elaborado no Hospital de Bertioga, para onde o menino foi encaminhado depois, aponta a falha no socorro. O documento relata que o tubo orotraqueal foi introduzido “erroneamente" no esôfago durante a intubação na Unibem, em vez das vias respiratórias (traqueia). O erro comprometeu a “expansibilidade pulmonar”. Família de Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos, afirma que intubação foi feita de forma equivocada na Unidade de Especialidades Médicas (Unibem) Prefeitura de Bertioga e Arquivo pessoal A família entende que o equívoco prejudicou a respiração do menino e agravou o quadro clínico. Uma das causas da morte foi atribuída à hipóxia, que é a falta de oxigênio suficiente nas células e nos tecidos do corpo. Ela pode ser causada por problemas nos pulmões, no sangue ou na circulação. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a ocorrência foi registrada como morte suspeita na Delegacia de Bertioga, que mantém diligências para esclarecer os fatos. Passou mal na escola Conforme o relato da família, com base no que disseram os colegas de sala de Bernardo, o estudante passou mal e bateu a cabeça no chão ou na carteira. A professora estava fora da classe no momento, e os próprios alunos alertaram os funcionários, que acionaram o Samu. Antes da chegada das equipes de socorro, um funcionário da escola, que já teria sido bombeiro, tentou reanimar a criança. Em seguida, outra funcionária colocou o menino em um carro e o levou à Unibem, o posto de saúde mais próximo. Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos, levou uma “bolada na cabeça” durante uma atividade na escola em Bertioga Arte/g1 O Samu assumiu a ocorrência na Unibem e transferiu o estudante, em estado grave, ao Hospital de Bertioga. No local, a equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas a morte foi constatada. A família pediu às autoridades acesso às imagens de monitoramento da escola para esclarecer a dinâmica da bolada e da queda em sala de aula. À Polícia Civil, os parentes também comunicaram que ele não foi levado à unidade pelo Samu. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Bertioga lamentou a morte do aluno e manifestou “suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e toda a comunidade escolar neste momento de imensa tristeza”. A administração municipal explicou que a Unibem é um serviço especializado, e não uma unidade de pronto-socorro. No entanto, o menino foi levado ao local devido à gravidade da situação e por ser a unidade de saúde mais próxima. Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos, morreu após passar mal em escola de Bertioga (SP) Arquivo pessoal e reprodução A prefeitura informou que, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) era acionado, a equipe médica prestou os primeiros socorros. Foram realizados procedimentos de reanimação, suporte avançado à vida e intubação para tentar estabilizar a criança antes de ela ser transferida ao Hospital Municipal. “Apesar de todos os esforços das equipes envolvidas, infelizmente a criança não respondeu às manobras e o óbito foi constatado. A Prefeitura se solidariza com a família neste momento de dor e permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário”, informou a nota. O município destacou ainda que não há elementos técnicos ou conclusões oficiais que apontem falha no socorro. Segundo a prefeitura, o atendimento à parada cardiorrespiratória seguiu as regras exigidas, e eventuais responsabilidades sobre a conduta médica só poderão ser atribuídas após apuração pericial.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/08/04/relatorio-medico-aponta-intubacao-erronea-em-menino-que-morreu-apos-levar-bolada-e-passar-mal-na-escola.ghtml


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