Relíquias do Rei: itens inéditos de Copas do Mundo são doados ao Museu Pelé
29/08/2026
(Foto: Reprodução) Relíquias do Rei: itens inéditos de Copas do Mundo são doados ao Museu Pelé
Quatro peças que fizeram parte da história da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo foram cedidas ao acervo do Museu Pelé, em Santos (SP), pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os itens foram incorporados à exposição "Três Copas e um Rei".
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As novidades incluem três placas comemorativas que registram as campanhas vitoriosas de 1958, 1962 e 1970, além de uma camisa original usada pelo volante Zito no Mundial do Chile e, posteriormente, autografada por Pelé.
As placas relembram a trajetória que levou o Brasil à posse definitiva da Taça Jules Rimet e fez de Pelé o único jogador da história a conquistar três Copas do Mundo.
Quatro novas peças da história das Copas do Mundo chegam ao Museu Pelé, em Santos
Reprodução/Redes sociais
Os quatro itens são:
🏆 Placa da Copa do Mundo de 1958: Registra o primeiro título mundial do Brasil, na Suécia
🏆 Placa da Copa do Mundo de 1962: Representa o bicampeonato brasileiro, no Chile
🏆 Placa da Copa do Mundo de 1970: Marca o tricampeonato, no México
👕 Camisa da Copa do Mundo de 1962: Usada pelo bicampeão Zito e autografada por Pelé. A peça acompanha a placa do segundo título mundial
Novas peças do Museu Pelé
Rei de Copas
A disposição das placas no museu acompanha a cronologia dos títulos mundiais conquistados pelo Rei.
No terceiro andar, a peça de 1958 remete à conquista na Suécia, quando Pelé, aos 17 anos, assumiu a titularidade e marcou seis gols em quatro partidas, incluindo três na semifinal contra a França e mais dois na decisão diante da Suécia, garantindo a primeira conquista mundial do Brasil
No segundo andar, o registro de 1962 relembra o torneio no Chile, marcado pela lesão do camisa 10 logo na segunda partida e pelo protagonismo de Garrincha rumo ao bicampeonato. É dessa geração a camisa usada por Zito, que agora faz parte do acervo e une a memória de dois ídolos santistas e mundiais.
A placa de 1970, instalada no primeiro andar, sela o retorno de Pelé ao topo do mundo. No México, o atacante foi o único remanescente brasileiro das campanhas anteriores. Com quatro gols e participação decisiva na final contra a Itália (4 a 1), ele se tornou o primeiro e único jogador na história do futebol a vencer três edições do torneio.
Pelé com a Taça Jules Rimet
Divulgação/FIFA
Parceria pela memória
Para a Secretaria de Turismo, Comércio e Empreendedorismo de Santos (Setur), a chegada das peças materializa uma cooperação institucional com a CBF.
A parceria abre caminho para que outros documentos e registros históricos da Seleção Brasileira cheguem ao acervo municipal no futuro, criando um canal permanente de compartilhamento.
A ação também contribui para contextualizar essas conquistas para as próximas gerações e valorizar os companheiros que ajudaram a construir o legado de Pelé.
Zito e Pelé, em 1958, durante a Copa da Suécia
Grazia Neri
O museu
O Museu Pelé está instalado em um dos antigos casarões do bairro do Valongo, no centro histórico de Santos. Inaugurado em junho de 2014, o local guarda histórias e curiosidades de Edson Arantes do Nascimento, o Rei do Futebol.
Com 4.134 m² de área, o acervo reúne documentos, camisas, chuteiras, bolas, condecorações e troféus, além de áudios, filmes e fotografias sobre a trajetória do Atleta do Século XX. Ao todo, podem ser vistos mais de 600 itens espalhados por quatro andares.
🏠 O Museu Pelé fica no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, no Valongo, em Santos. A visitação é gratuita, de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30.
Museu do Pelé, em Santos.
Divulgação/Prefeitura de Santos