Uruguaio morto por engano no Réveillon já havia sido preso por golpes e teve extradição autorizada pelo STF

  • 04/01/2026
(Foto: Reprodução)
Carlos Adrian Manccini Piriz foi baleado na praia da Enseada após a virada do ano Redes sociais O uruguaio Carlos Adrian Manccini Piriz, de 36 anos, morto após ser baleado por engano no Réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo, chegou a ser preso no Brasil em 2023 por fraude e receptação, mas foi solto em seguida. Como o processo corre em segredo de Justiça, não há confirmação se ainda constava como procurado. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição para cumprir pena no Uruguai, mas não há informações se Piriz foi conduzido ao país de origem. Conforme apurado pelo g1, ele estava morando em São Paulo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Apesar dos processos e da extradição autorizada, a morte do turista não teve relação com essas questões. Segundo as autoridades, Carlos foi baleado por engano durante uma troca de tiros entre suspeitos e um policial à paisana, alvo de tentativa de assalto na Praia da Enseada, na madrugada de quinta-feira (1). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que um dos homens ameaçou sacar uma arma e, diante da situação, o policial reagiu. Após a confusão, os suspeitos fugiram e a Polícia Militar (PM) informou que, lamentavelmente, um cidadão acabou sendo atingido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Fraude e receptação Conforme apurado pelo g1, o Governo do Uruguai entrou com um processo no STF, em 2023, para que a Justiça Brasileira prendesse e extraditasse Carlos Adrian Manccini Piriz. Ele estava morando no Brasil e era investigado pelos crimes de fraude e receptação. Segundo o processo, Piriz foi acusado de aplicar cerca de 35 golpes pela internet, causando prejuízo de mais de 300 mil pesos uruguaios (cerca de R$ 40 mil). As vítimas eram enganadas em compras de peças automotivas, suplementos e calçados, mas não recebiam os produtos e eram bloqueadas após a transação. Em setembro de 2023, o STF decretou a prisão preventiva dele para fins de extradição. Piriz foi detido no dia 15 daquele mês e ouvido pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul. Já em 2024, o Supremo deferiu o pedido de extradição feito pelo Governo Uruguaio. A defesa alegou que os crimes poderiam ser considerados de menor gravidade no Brasil, mas o argumento foi rejeitado. O g1 não localizou representantes da defesa, não obteve resposta da Justiça uruguaia e a família preferiu não se manifestar. Morte Carlos Adrian Manccini Piriz foi baleado na praia da Enseada após a virada do ano Redes sociais Piriz foi atingido por um disparo no abdômen durante a festa de Réveillon em Guarujá (SP). Ele foi socorrido e levado ao Hospital Santo Amaro (HSA). Segundo a unidade, ele foi internado em estado grave e morreu por volta das 16h40 do mesmo dia. Uma testemunha disse ao g1 que não houve troca de tiros: “O policial à paisana totalmente desesperado, mira o bandido e acerta a população”. Ela relatou ainda que o agente empurrou meninas próximas e disparou sem controle. “Foi assustador. [...] Poderia ter pegado em uma criança”, afirmou. A irmã de Carlos, Kerollyn Lima, disse que o suposto ladrão não estava armado e que apenas o policial atirou, pedindo sua prisão. A SSP-SP informou que a pistola calibre .40 do agente foi apreendida para perícia e que o caso foi registrado como roubo e lesão corporal. “Diligências seguem em andamento para a identificação dos suspeitos e o esclarecimento de todas as circunstâncias dos fatos”.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/01/04/uruguaio-morto-por-engano-no-reveillon-ja-havia-sido-preso-por-golpes-e-teve-extradicao-autorizada-pelo-stf.ghtml


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