VÍDEO: Dois anos após ameaçar matar esposa com tiros no rosto, Da Cunha vai a evento em delegacia de defesa da mulher

  • 14/02/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado réu por agressão a mulher vai a evento de inauguração de DDM em SP Dois anos após aparecer em um vídeo ameaçando a então esposa e dizendo que a mataria com tiros no rosto, o delegado licenciado e deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP) participou, na quinta-feira (12), da reinauguração da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e do 16º Distrito Policial (DP), em São Paulo. Ele mesmo divulgou sua presença nas redes sociais, o que gerou críticas de entidades que atuam na defesa de mulheres vítimas de violência. (Veja vídeo acima.) Delegado Da Cunha, como se apresenta, é réu na Justiça por violência doméstica por agredir a nutricionista Betina Grusiecki em outubro de 2023, que à época era sua mulher, em Santos, litoral paulista. Ela o acusa de bater sua cabeça na parede, tentar esganá-la até desmaiar e fazer ameaças de morte durante discussão no apartamento onde moravam. O vídeo do episódio — gravado pela própria Betina — foi divulgado em 2024 pelo Fantástico. 'Encher tua cara de tiro' Ex-mulher grava vídeo do momento em que diz ter sido agredida e ameaçada pelo deputado Carlos da Cunha Nas imagens, o delegado diz: “Pode parar. Pode parar, senão vou te matar aqui.” “Vai me matar?”, pergunta Betina. “Matar”, responde ele, repetindo a palavra várias vezes. Em outro momento, ela pede ajuda: “Me solta. Chama a polícia. Sai.” Ele insiste: “Sai, sua vaca. Vou te encher tua cara de tiro [sic].” O caso ainda não foi julgado, e ele responde em liberdade por lesão corporal, ameaça, dano e violência psicológica. Entidades criticam: 'escárnio' e 'retrocesso' Da Cunha, réu por violência doméstica, postou na sua rede social a participação dele no evento de reinauguração de Delegacia de Defesa da Mulher em SP Reprodução/Redes sociais A participação dele no evento foi criticada por especialistas da área. Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), afirmou que é “um escárnio” que o governo permita que um réu por violência contra mulher reinaugure uma DDM. Sueli Amoedo, advogada do Projeto Justiceiras, disse que a presença dele demonstra o quanto o Estado não se preocupa com a vida das mulheres, chamando o gesto de “retrocesso”. A advogada Maria Gabriela Manssur, que representa Betina, afirmou que as medidas protetivas continuam válidas e que o processo está na fase final: falta apenas a sentença. “Confiantes de que o autor será responsabilizado”, disse. Sua cliente, que tem medida protetiva contra Da Cunha, não quis falar com a equipe de reportagem. O que dizem os citados Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública, postou em seu Instagram foto ao lado de Da Cunha, acusado de agredir a então esposa; ao lado, delegado e parlamentar aparece acompanhado de delegadas da DDM Reprodução/Redes sociais Nas redes sociais, Da Cunha publicou fotos e vídeos ao lado do secretário da Segurança Pública (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, que repostou a publicação, e também posou com delegadas que atuam na DDM. Durante o evento, ele elogiou publicamente Nico, o delegado-geral, Artur Dian, e uma delegada. A Secretaria da Segurança Pública informou por nota que a cerimônia de reinauguração da DDM e do DP era pública e seguiu "regras de cerimonial e precedência aplicáveis a atos oficiais". E que o secretário Nico apenas cumprimentou as autoridades presentes, entre elas "o deputado mencionado", que está "afastado de suas funções" policiais "para exercício do mandato parlamentar". A defesa do parlamentar, representada pelo advogado Átila Machado, afirmou que o processo criminal por agressão contra a ex corre em segredo de Justiça e ainda não foi julgado, E que a presença de Da Cunha na DDM reforça sua “certeza de inocência” e seu compromisso com a Polícia Civil. Também por nota, a assessoria de Da Cunha informou que "todos os procedimentos administrativos que apuravam possíveis infrações administrativas" supostamente cometidas pelo delegado "foram arquivados" pela Corregedoria da Polícia Civil. Delegado forjou operação Ex-mulher grava vídeo do momento em que diz ter sido agredida e ameaçada pelo deputado Carlos da Cunha Reprodução/TV Globo Na esfera criminal, a Justiça arquivou em 2024 o processo em que ele era réu por abuso de autoridade e constrangimento ilegal após encenar, em 2020, o estouro de um cativeiro para publicar nas redes sociais. Da Cunha obrigou a vítima de sequestro e o criminoso a voltarem ao local para gravar o vídeo e depois divulgou as imagens como se tivesse prendido um suposto chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) (veja vídeos abaixo). À época, admitiu a encenação. No acordo judicial, pagou fiança de pouco mais de R$ 14 mil para encerrar e arquivar o caso. Polícia chegou a sugerir demissão MP paulista investiga delegado que simulou flagrante do estouro de um cativeiro de sequestro Assista a trecho do flagrante reconstituído pelo delegado Da Cunha Da Cunha acumula 1,8 milhão de seguidores no Instagram e mais de 3,5 milhões no YouTube, onde ganhou fama como delegado influenciador digital. Em 2022, a Secretaria da Segurança Pública informou que o Conselho da Polícia Civil recomendou sua demissão por crimes funcionais de abuso de autoridade e constrangimento ilegal. Delegados só podem ser demitidos pelo governador. Em 2024, o governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que o pedido de demissão estava sob análise na Assessoria Jurídica do Governo. Como o próprio Da Cunha informou que todos os processos administrativos contra ele foram arquivados, o g1 voltou a procurar o governo para saber se ainda existe um pedido de demissão contra o delegado. A administração ainda não respondeu. Em 2021, após declarar que “há ratos na polícia”, Da Cunha foi afastado e teve distintivo e armas recolhidos. No mesmo ano, pediu licença não remunerada e, em 2022, foi eleito deputado federal com mais de 180 mil votos. Em julho de 2023, informou que teve o distintivo e a pistola devolvidos, por decisão do delegado-geral Arthur Dian. Delegado e deputado federal Da Cunha (PP) posa ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após se reunir com ele em Brasília para discutirem sobre investimentos nas policiais estaduais. Foto foi publicada pelo parlamentar em 30 de janeiro de 2023 Reprodução/Arquivo pessoal/Instagram

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/14/video-dois-anos-apos-ameacar-matar-esposa-com-tiros-no-rosto-da-cunha-vai-a-evento-em-delegacia-de-defesa-da-mulher.ghtml


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